Arnaldo Jabor cita trechinho do cordel de Salete Maria: Violeta - Carpinteira da Cultura, em homenagem à Violeta Arraes, no sétimo dia de sua morte.
Ouça:
Para ler o cordel na íntegra, clique AQUI!
Cordelirando...
segunda-feira, 1 de junho de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Salete Maria parabeniza o CUCA - Cariri
Segue abaixo uma carta da professora Salete Maria parabenizando a todos e todas responsáveis pelo CUCA em nossa região do Cariri.
A professora contempla, ainda, a todas e todos com uma oração em forma de cordel. Confiram:
Meu caro Alexandre Lucas e demais amig@s, artistas, pesquisador@s e amantes da arte do e no Cariri,
Fico sumamente feliz com a implantação do CUCA em nosso habitat. O Cariri, enquanto locus de vasta e diversificada produção cultural, merece um espaço, não apenas físico, mas também político, filosófico e social onde seja possível exercitar o diálogo e o prazer coletivos; onde, de fato, aconteça a tão sonhada e necessária interação entre os variados e ricos saberes e as inúmeras práticas que fazem desta região um “celeiro artístico” privilegiado e particularíssimo no solo cearense.
Considero a implantação do CUCA-Cariri uma conquista de tod@s os que amam a arte e que a vivenciam quase que como uma religião, onde as manifestações cotidianas são sempre plenas de êxtases, mistérios, experimentos, cultos, gozos, celebrações e aproximações com as energias do amor, da luta, da paixão, da paz, do belo, do louco, do lúdico, enfim, da luz e da transformação!
Que a relação entre artistas, sociedade e mundo acadêmico caririense seja cada vez mais estimulada e desejada por todos os que acreditam que os falares, os cantares, os saberes, os fazeres, enfim, as culturas, são um constructo social dinâmico e rico, merecedor de apreço e de cuidado especial.
Desejo sucesso ao CUCA Cariri, e espero que este experimente uma existência longa, democrática e de múltipla efervescência cultural, sempre!
Como presente para este momento ímpar, remeto os versos adiante, os quais foram feitos sob as bênçãos de São Salvador, aqui na ‘baía de todos os santos’.
Saudações culturais,
Salete Maria
Post scriptum: se tresvariei é que ainda estou sob o efeito da catapora, rs.
ORAÇÃO (AO CUCA
E) À CULTURA-CARIRI
Minha lira nordestina
Meu Santo Jorge guerreiro
Minha nebulosa sina
Tiete de cancioneiro
Menestréis inspiradores
Trovadores, glosadores
Sirvam-me de candeeiro!
Ave Maria Bonita!
Ave Maria José!
Ave quem não acredita!
Ave quem tem muita fé!
Ave tu e ave eu!
Ave o que Deus me deu!
Ave home, ave muié!
Faço esta invocação
Nesta data especial
Suplicando inspiração
Pro meu verso marginal:
Grandes vates do além
Concedam a mim também
O talento original!
O CUCA enquanto espaço
Da ‘Cultura-Cariri’
Ensaia o primeiro passo
Nesta ‘matriz do pequi’
Que venha para ajudar
O povo compartilhar
O que se faz por aqui!
Que una as diversas artes
Saberes e produção
Das mais variadas partes
Deste bendito torrão
Que leve ‘universidade’
A toda vila e cidade
Por meio da interação!
E que resgate a memória
Da gente deste lugar
E valorize a história
Das falas ditas por cá
Em verso, prosa e canção
Repente, coro e oração
Que todos possam brilhar!
Que seja um espaço aberto
Para o mestre da cultura
Que dele fique mais perto
O Doutor em literatura
Que dança e dramaturgia
Show, teatro e romaria
Tenham presença segura!
Que o cantador de viola
Abrace o cineasta
Que o jogador de bola
Encontre com a ginasta
E que o audiovisual
Em tela fenomenal
Ensine: ninguém se basta!
Que nossa xilogravura
Seja mais valorizada
Que nas rodas de leitura
Esteja a ‘Patativada’:
Reisado, côco e lapinha
Broa, filhós e farinha
Tenham presença marcada!
Que haja muita fartura
Nas mesas de discussão
Regada a rapadura
E a muita disposição
Pra tudo ser debatido
Refletido, construído
Por várias vozes e mãos!
Que todo cabra da peste
Sendo nativo ou romeiro
Do litoral ao agreste
Camarada ou paricero
Possa vir nos visitar
Mode socializar
Um outside manêro!
E que cada lavadeira
E cada intelectual
Desmantelem as fronteiras
Que tanto nos fazem mal
Que cada doido ou minino
A cada bater do sinal
Anuncie o carnaval!
Que tudo quanto exista
Jamais seja ignorado
Que todo ponto de vista
Possa ser considerado
Que cada bode ou suíno
Sendo ou não nordestino
Seja por nós respeitado!
Que tudo que é estudante
De nível ‘superior’
Se converta em amante
Ou mesmo em pesquisador
Das coisas da Região
Onde jaz o coração
Que Violeta plantou!
Que todos possam curtir
O intercâmbio de cores
E que depois de ouvir
Os variados louvores
Uma voz se faça ouvir:
VIVA O CUCA, CARIRI
Terra de bons sonhadores!
A professora contempla, ainda, a todas e todos com uma oração em forma de cordel. Confiram:
Meu caro Alexandre Lucas e demais amig@s, artistas, pesquisador@s e amantes da arte do e no Cariri,
Fico sumamente feliz com a implantação do CUCA em nosso habitat. O Cariri, enquanto locus de vasta e diversificada produção cultural, merece um espaço, não apenas físico, mas também político, filosófico e social onde seja possível exercitar o diálogo e o prazer coletivos; onde, de fato, aconteça a tão sonhada e necessária interação entre os variados e ricos saberes e as inúmeras práticas que fazem desta região um “celeiro artístico” privilegiado e particularíssimo no solo cearense.
Considero a implantação do CUCA-Cariri uma conquista de tod@s os que amam a arte e que a vivenciam quase que como uma religião, onde as manifestações cotidianas são sempre plenas de êxtases, mistérios, experimentos, cultos, gozos, celebrações e aproximações com as energias do amor, da luta, da paixão, da paz, do belo, do louco, do lúdico, enfim, da luz e da transformação!
Que a relação entre artistas, sociedade e mundo acadêmico caririense seja cada vez mais estimulada e desejada por todos os que acreditam que os falares, os cantares, os saberes, os fazeres, enfim, as culturas, são um constructo social dinâmico e rico, merecedor de apreço e de cuidado especial.
Desejo sucesso ao CUCA Cariri, e espero que este experimente uma existência longa, democrática e de múltipla efervescência cultural, sempre!
Como presente para este momento ímpar, remeto os versos adiante, os quais foram feitos sob as bênçãos de São Salvador, aqui na ‘baía de todos os santos’.
Saudações culturais,
Salete Maria
Post scriptum: se tresvariei é que ainda estou sob o efeito da catapora, rs.
ORAÇÃO (AO CUCA
E) À CULTURA-CARIRI
Minha lira nordestina
Meu Santo Jorge guerreiro
Minha nebulosa sina
Tiete de cancioneiro
Menestréis inspiradores
Trovadores, glosadores
Sirvam-me de candeeiro!
Ave Maria Bonita!
Ave Maria José!
Ave quem não acredita!
Ave quem tem muita fé!
Ave tu e ave eu!
Ave o que Deus me deu!
Ave home, ave muié!
Faço esta invocação
Nesta data especial
Suplicando inspiração
Pro meu verso marginal:
Grandes vates do além
Concedam a mim também
O talento original!
O CUCA enquanto espaço
Da ‘Cultura-Cariri’
Ensaia o primeiro passo
Nesta ‘matriz do pequi’
Que venha para ajudar
O povo compartilhar
O que se faz por aqui!
Que una as diversas artes
Saberes e produção
Das mais variadas partes
Deste bendito torrão
Que leve ‘universidade’
A toda vila e cidade
Por meio da interação!
E que resgate a memória
Da gente deste lugar
E valorize a história
Das falas ditas por cá
Em verso, prosa e canção
Repente, coro e oração
Que todos possam brilhar!
Que seja um espaço aberto
Para o mestre da cultura
Que dele fique mais perto
O Doutor em literatura
Que dança e dramaturgia
Show, teatro e romaria
Tenham presença segura!
Que o cantador de viola
Abrace o cineasta
Que o jogador de bola
Encontre com a ginasta
E que o audiovisual
Em tela fenomenal
Ensine: ninguém se basta!
Que nossa xilogravura
Seja mais valorizada
Que nas rodas de leitura
Esteja a ‘Patativada’:
Reisado, côco e lapinha
Broa, filhós e farinha
Tenham presença marcada!
Que haja muita fartura
Nas mesas de discussão
Regada a rapadura
E a muita disposição
Pra tudo ser debatido
Refletido, construído
Por várias vozes e mãos!
Que todo cabra da peste
Sendo nativo ou romeiro
Do litoral ao agreste
Camarada ou paricero
Possa vir nos visitar
Mode socializar
Um outside manêro!
E que cada lavadeira
E cada intelectual
Desmantelem as fronteiras
Que tanto nos fazem mal
Que cada doido ou minino
A cada bater do sinal
Anuncie o carnaval!
Que tudo quanto exista
Jamais seja ignorado
Que todo ponto de vista
Possa ser considerado
Que cada bode ou suíno
Sendo ou não nordestino
Seja por nós respeitado!
Que tudo que é estudante
De nível ‘superior’
Se converta em amante
Ou mesmo em pesquisador
Das coisas da Região
Onde jaz o coração
Que Violeta plantou!
Que todos possam curtir
O intercâmbio de cores
E que depois de ouvir
Os variados louvores
Uma voz se faça ouvir:
VIVA O CUCA, CARIRI
Terra de bons sonhadores!
domingo, 3 de maio de 2009
Entrevista concedida ao site UM OUTRO OLHAR
Leiam a entrevista concedida por Salete Maria ao site lésbico Um Outro Olhar. Além de falar sobre literatura de cordel, suas produções e o movimento do qual faz parte, a autora divulga o trabalho de outros artistas de Juazeiro do Norte, fazendo provocações sobre política e arte, tudo num tom bastante fiel ao seu jeito de "cordelirar"
Para conferir, clique AQUI!
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
CONVITE AULA-VIVÊNCIA
domingo, 5 de abril de 2009
Notícias!
A cantora paraibana SOCORRO LIRA gravou o Cordel Maria de Araújo e seu lugar na História (ou a Beata Beat Cult) em DVD, ontem, 04/04/2009, no Teatro dos Correios, Pituba,em Salvador -BA.
Recitaram meus cordéis!!!
A "Poetisa dos Ventos", DETH HAAK, recitou três de meus cordéis...
Ouçam e comprovem como ficaram lindos na voz dela:
# Do Direito de Ser Gay (ou condenando a Homofobia)
# Mulheres Fazem
# Lesbecause
Ouçam e comprovem como ficaram lindos na voz dela:
# Do Direito de Ser Gay (ou condenando a Homofobia)
# Mulheres Fazem
# Lesbecause
sexta-feira, 27 de março de 2009
Carta Aberta ao Reitor no Aniversário da URCA
E dela seja leitor
Na data que se avizinha
Da URCA, o natalício
E “por dever de ofício”
Reflita uma coisinha
A melhor coisa do mundo
É não ter o rabo preso
Não fazer papel imundo
Nem na consciência peso
É poder dizer: “discordo”
Pois quanto mais cedo acordo
Meu cérebro não fica obeso
No governo de Herzog
Eu redigi dois cordéis
Também botei no meu blog
E divulguei em papéis
As irregularidades
E muitas iniqüidades
Daqueles tempos cruéis
Agora no seu mandato
Da “URCA do jeito certo”
Não é meu desiderato
Ver o errado encoberto
Penso que ser coerente
Não é plantar a semente
E fugir para o deserto
É preciso cultivar
Aquilo que se plantou
Se for preciso arrancar
O mato ruim que gerou
Cortar a erva daninha
Fazer uma fogueirinha
E ver se o fogo pegou
Queimar as coisas erradas
Finalizando as mazelas
Não fazer vistas cerradas
Nem compactuar com elas
Tomar medida urgente
Na condição de gerente
Pra ver se dá cabo delas
É preciso tomar tento
Pra erros não repetir
Ficar bastante atento
Não cochilar, não dormir
Tampouco ser conivente
Ou mesmo ficar silente
Fechar a porta e sair
Senhor Reitor e amigo
Eu já lhe adverti
Já lhe mostrei o perigo
Dos desmantelos que vi
Mostrei-lhe a coisa ruim
Pro Senhor botar um fim
E boa-fé eu senti
Porém até esta data
Não vi profunda mudança
Nenhum registro em ata
Contra o mal que avança
Muita coisa piorou
E o Senhor não tomou
Das rédeas, a liderança
Por isto este cordel
Para que o Senhor leia
E tire da cara o véu
Ou o que lhe encandeia
E abra bem o seu olho
Botando as barbas de molho
Antes que isto dê cadeia
No seu governo de agora
Também tem corrupção
E ninguém mais ignora
Que tenha perseguição
Privilégio e nepotismo
Desmando e continuísmo
De cargo acumulação
E tem verba desviada
Pra favorecer amigo
Tem função que foi criada
Olhando só pro umbigo
Imoralidade tem
Muita maldade também
Causando choro e gemido
Tem irregularidade
A torto e a “Direito”
Tem muita facilidade
Pra quem cultiva o mal feito
Redução de carga horária
Viagem e muita diária
Pra tudo “se dá um jeito”
Tem coisas nos bastidores
Mas também a céu aberto
Tem cargos de pró-reitores
Criados meio incorretos
Tem lama na FUNDETEC
Em Iguatu falta o MEC
Pra ver os erros de perto
Tem muito ad referendo
Quando a coisa convém
Muito processo perdendo
O objetivo que tem
Prazo não é respeitado
Tem parecer “fabricado”
Pra quem só disser amém
Tem rigores para uns
Pra outros, “deixa fazer”
Há proteção para alguns
Pra outros: “vão se foder”
A cartilha herzoguiana
Despótica, vil e tirana
É cartinha de ABC
A incompetência também
Faz o pacote completo
Erros crassos vão e vêm
São o hobby predileto
Dos que sem qualquer pudícia
Carregados de malícia
Contra a lei dão seu veto
E que dizer dos horrores
Que fazem pra aparecer?
Ocupando sem pudores
Funções que não podem ter
Tem professor graduado
Opinando em doutorado
De quem pede parecer
Ademais tem os conchavos
E os “acordos de paz”
Tem os “nove/doze avos”
Que com tudo se apraz
Corroborando a sujeira
Achando que é bobeira
Quando denúncia se faz
E alguém pode até dizer
Que critico porque quero
Um cargo pra “me fazer”
E deixar de lero-lero
Convites lhe recusei
Porque eu jamais lutei
Pra voltar a estaca zero
Digo-lhe que valorizo
A URCA onde estudei
E isto eu sempre friso
Ao ensinar o que sei
Esta Instituição
Mora no meu coração
E defendê-la é lei
Reconheço que você
Tem feito algum progresso
Sei que há muito por fazer
E lhe desejo sucesso!
Mas não precisa dinheiro
Para com coragem e zelo
Evitar um retrocesso
Celebro o que de bom
A URCA pôde ganhar
Isto demonstra o seu dom
De saber se articular
Mas, por favor, convenhamos
Nem só de parede e planos
Se faz um bom governar
Imagino que é difícil
Resolver tanta questão
Mas faça um sacrifício
E exija a união
Do povo que tá ganhando
E mal lhe assessorando
Sem mostrar nenhuma ação
Em prol do seu reitorado
Contribuo com projetos
Porém todos são barrados
Quando não estou por perto
Sinto na pele o problema
Acaba com este “esquema”
E faça do JEITO CERTO!
Quem avisa amigo é
E eu sou amiga sua
Por isto meto a colher
E também sento a pua
Pro senhor ficar esperto
E a URCA DO JEITO CERTO
Não ser julgada na rua
Em breve volto pra casa
Pra continuar somando
Não pense que criei asa
Porque tô filosofando
Não vou arribar daí
Me demitir e partir
Como muitos tão pensando
Meu desejo é ajudar
E ver a URCA crescer
Cada vez mais elevar
Nosso nível do saber
Seja através da extensão
Ou na pós-graduação
Pesquisa temos que ter
Por isto, democratize
O debate e as instâncias
Pra que seu povo não pise
Com toda sua arrogância
Em quem ajudou você
A Reitor se eleger
E a plantar esperança
Por aqui eu me despeço
E lhe remeto um abraço
A única coisa que peço
É que desate o laço
Que prende sua ação
E impede a revolução
Em plenas águas de março!
Salete Maria, 2009
Na data que se avizinha
Da URCA, o natalício
E “por dever de ofício”
Reflita uma coisinha
A melhor coisa do mundo
É não ter o rabo preso
Não fazer papel imundo
Nem na consciência peso
É poder dizer: “discordo”
Pois quanto mais cedo acordo
Meu cérebro não fica obeso
No governo de Herzog
Eu redigi dois cordéis
Também botei no meu blog
E divulguei em papéis
As irregularidades
E muitas iniqüidades
Daqueles tempos cruéis
Agora no seu mandato
Da “URCA do jeito certo”
Não é meu desiderato
Ver o errado encoberto
Penso que ser coerente
Não é plantar a semente
E fugir para o deserto
É preciso cultivar
Aquilo que se plantou
Se for preciso arrancar
O mato ruim que gerou
Cortar a erva daninha
Fazer uma fogueirinha
E ver se o fogo pegou
Queimar as coisas erradas
Finalizando as mazelas
Não fazer vistas cerradas
Nem compactuar com elas
Tomar medida urgente
Na condição de gerente
Pra ver se dá cabo delas
É preciso tomar tento
Pra erros não repetir
Ficar bastante atento
Não cochilar, não dormir
Tampouco ser conivente
Ou mesmo ficar silente
Fechar a porta e sair
Senhor Reitor e amigo
Eu já lhe adverti
Já lhe mostrei o perigo
Dos desmantelos que vi
Mostrei-lhe a coisa ruim
Pro Senhor botar um fim
E boa-fé eu senti
Porém até esta data
Não vi profunda mudança
Nenhum registro em ata
Contra o mal que avança
Muita coisa piorou
E o Senhor não tomou
Das rédeas, a liderança
Por isto este cordel
Para que o Senhor leia
E tire da cara o véu
Ou o que lhe encandeia
E abra bem o seu olho
Botando as barbas de molho
Antes que isto dê cadeia
No seu governo de agora
Também tem corrupção
E ninguém mais ignora
Que tenha perseguição
Privilégio e nepotismo
Desmando e continuísmo
De cargo acumulação
E tem verba desviada
Pra favorecer amigo
Tem função que foi criada
Olhando só pro umbigo
Imoralidade tem
Muita maldade também
Causando choro e gemido
Tem irregularidade
A torto e a “Direito”
Tem muita facilidade
Pra quem cultiva o mal feito
Redução de carga horária
Viagem e muita diária
Pra tudo “se dá um jeito”
Tem coisas nos bastidores
Mas também a céu aberto
Tem cargos de pró-reitores
Criados meio incorretos
Tem lama na FUNDETEC
Em Iguatu falta o MEC
Pra ver os erros de perto
Tem muito ad referendo
Quando a coisa convém
Muito processo perdendo
O objetivo que tem
Prazo não é respeitado
Tem parecer “fabricado”
Pra quem só disser amém
Tem rigores para uns
Pra outros, “deixa fazer”
Há proteção para alguns
Pra outros: “vão se foder”
A cartilha herzoguiana
Despótica, vil e tirana
É cartinha de ABC
A incompetência também
Faz o pacote completo
Erros crassos vão e vêm
São o hobby predileto
Dos que sem qualquer pudícia
Carregados de malícia
Contra a lei dão seu veto
E que dizer dos horrores
Que fazem pra aparecer?
Ocupando sem pudores
Funções que não podem ter
Tem professor graduado
Opinando em doutorado
De quem pede parecer
Ademais tem os conchavos
E os “acordos de paz”
Tem os “nove/doze avos”
Que com tudo se apraz
Corroborando a sujeira
Achando que é bobeira
Quando denúncia se faz
E alguém pode até dizer
Que critico porque quero
Um cargo pra “me fazer”
E deixar de lero-lero
Convites lhe recusei
Porque eu jamais lutei
Pra voltar a estaca zero
Digo-lhe que valorizo
A URCA onde estudei
E isto eu sempre friso
Ao ensinar o que sei
Esta Instituição
Mora no meu coração
E defendê-la é lei
Reconheço que você
Tem feito algum progresso
Sei que há muito por fazer
E lhe desejo sucesso!
Mas não precisa dinheiro
Para com coragem e zelo
Evitar um retrocesso
Celebro o que de bom
A URCA pôde ganhar
Isto demonstra o seu dom
De saber se articular
Mas, por favor, convenhamos
Nem só de parede e planos
Se faz um bom governar
Imagino que é difícil
Resolver tanta questão
Mas faça um sacrifício
E exija a união
Do povo que tá ganhando
E mal lhe assessorando
Sem mostrar nenhuma ação
Em prol do seu reitorado
Contribuo com projetos
Porém todos são barrados
Quando não estou por perto
Sinto na pele o problema
Acaba com este “esquema”
E faça do JEITO CERTO!
Quem avisa amigo é
E eu sou amiga sua
Por isto meto a colher
E também sento a pua
Pro senhor ficar esperto
E a URCA DO JEITO CERTO
Não ser julgada na rua
Em breve volto pra casa
Pra continuar somando
Não pense que criei asa
Porque tô filosofando
Não vou arribar daí
Me demitir e partir
Como muitos tão pensando
Meu desejo é ajudar
E ver a URCA crescer
Cada vez mais elevar
Nosso nível do saber
Seja através da extensão
Ou na pós-graduação
Pesquisa temos que ter
Por isto, democratize
O debate e as instâncias
Pra que seu povo não pise
Com toda sua arrogância
Em quem ajudou você
A Reitor se eleger
E a plantar esperança
Por aqui eu me despeço
E lhe remeto um abraço
A única coisa que peço
É que desate o laço
Que prende sua ação
E impede a revolução
Em plenas águas de março!
Salete Maria, 2009
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